quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Feira Camponesa retorna ao bairro do Pinheiro



A Feira Camponesa Itinerante chegou nesta quinta-feira, 21 de setembro, ao bairro do Pinheiro. Pela terceira vez em 2017, uma diversidade de alimentos saudáveis estão sendo comercializados ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, o evento reúne 26 feirantes até o meio-dia sábado (23).

Os alimentos comercializados são frutos da reforma agrária, cultivados de maneira agroecológica no sertão, litoral e região da mata.

A feira itinerante está funcionando das 6h às 19 horas. O seu primeiro dia foi bastante movimentado e a organização espera que os próximos sejam ainda mais.

"Convidamos todos para vir ao Pinheiro e adquirir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, direto do produtor rural. Hoje muita gente já passou pela feira e estamos de braços abertos para acolher ainda mais gente amanhã", disse Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

Serviço
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 21 a 23 de setembro
Hora: 6h às 19h (exceto ao sábado, quando encerra às 12h)
Local: Ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cruz sem Males chega à Quase-paróquia de Nossa Senhora de Lourdes


A Cruz Sem Males chegou nesta quinta-feira, 14 de setembro, à Zona Rural de União dos Palmares. A Quase-Paroquia de Nossa Senhora de Lourdes organizou uma caminhada de 3km, da estrada de acesso ao povoado de Rocha Cavalcante até a Igreja Matriz, para acolher o símbolo da Romaria da Terra e das Águas.

Produzida de forma artesanal e artística pelos monges da Catita, em 2002, a Cruz Sem Males permanece em União dos Palmares até a 30ª Romaria da Terra e das Águas, que ocorrerá nos dias 04 e 05 de novembro, na Serra da Barriga. Com o apoio do padre José Lourenço, a cruz percorrerá todas as comunidades rurais ligadas à Quase-paróquia, onde serão rezados o tríduo em preparação para a Romaria.

Antes da caminhada pelas estradas da zona rural do município, o coordenador da CPT em Alagoas, Carlos Lima, utilizando o texto produzido pelos Monges da Catita, recheado de passagens bíblicas, explicou os elementos talhados na Cruz.

“Nas extremidades das duas hastes, existe uma seta como a indicar uma direção, a da ‘Terra sem Males’. Mas não se pode perder a visão do que está na frente (Fl 3, 13-14), e por isso a seta aponta também para frente. No braço, os elementos decorativos que representam, de um lado, a raça branca, com as linhas curvas, da herança europeia desde as conquistas; Do outro lado, a raça nativa, ameríndia, com suas linhas retas e formas quadrangulares. No braço, na sua parte superior, estão representados motivos afros, próprios da raça negra. As três raças se juntam em Jesus Cristo que disse: ‘Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim’ (Jo 12,32). É com Ele que as três raças partem para conquistar a Terra sem Males”, explicou Lima.

O padre José Lourenço, como anfitrião da Quase-paróquia, realizou ainda antes da caminhada uma motivação orante e concluiu com a oração do Pai- Nosso. Na procissão, a Cruz Sem Males  foi carregadas por diversas comunidades. Os jovens foram os primeiros a carregar a cruz.

Cerca de 300 pessoas participaram das celebrações e caminharam todo o percurso, com bastante animação, cantando e rezando, em direção à Igreja Matriz. Ao chegar no destino, foi celebrada a santa missa e encerrada a programação com a distribuição de cartazes e subsídios da Romaria.    

30ª Romaria da Terra


A edição comemorativa de 30 anos da Romaria da Terra e das Águas está marcada para a noite do sábado, dia 4 de novembro, até o amanhecer do domingo, 5.  São esperados mais dois mil romeiros e romeiras, vindos de diversas partes de Alagoas, além de convidados especiais. Os músicos Zé Pinto e Zé Vicente e o bispo presidente da CPT Nacional, Dom Enemésio Angelo Lazzaris já confirmaram participação.








sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CPT convida população sertaneja para Romaria das Águas, neste sábado



A 8ª Romaria das Águas e da Terra acontece na noite deste sábado (9) até o amanhecer do domingo (10), em Água Branca, sertão alagoano. A concentração está marcada na Igreja Matriz, onde haverá celebração às 22 horas e será dada a benção aos romeiros e às romeiras.

Este ano, a romaria possui o tema “Nos caminhos do sertão: clamando por terra, água e pão” e deve contar com a participação de mais de mil religiosos, camponeses, indígenas, representantes de pastorais e movimentos sociais.

O destino da caminhada, de cerca de 9 km, é o assentamento Todos os Santos, na zona rural do município. Até lá, a romaria pretende realizar três paradas para reflexões, com o tema terra, água e pão.

Para Carlos Lima, coordenador da Pastoral da Terra e um dos organizadores da atividade, a caminhada alimenta a esperança do povo em um mundo novo. “Esse é um ato de fé e resistência, um ato de luta em defesa de direitos, terra, água e vida digna no campo. É o encontro de caminhantes, de homens, mulheres, crianças e idosos, que acreditam na mobilização social a partir do evangelho libertador de Jesus Cristo”, afirmou o representante da CPT.

A 8ª Romaria das Águas e da Terra é uma realização conjunta da Comissão Pastoral da Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e da Diocese de Palmeira dos Índios.

Serviço
8ª Romaria das Águas e da Terra
Dias: 9 e 10 de setembro
Local: Água Branca
Concentração às 20 horas na Igreja Matriz

Mensagem da CNBB aos brasileiros diante das celebrações do dia 7 de setembro

MENSAGEM DA CNBB
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”.
O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017, como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.
A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre.
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do grave e prolongado momento triste vivido no país, sugere às comunidades que, nesta data, sejam acrescentados dois elementos importantes da espiritualidade cristã, para acompanhar as reflexões e as ações sobre a realidade brasileira: UM DIA DE JEJUM E DE ORAÇÃO PELO BRASIL.
Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, acompanhe o povo brasileiro com sua materna intercessão!
Brasília, 31 de agosto de 2017
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo SteinerBispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Movimentos sociais gritam por direitos e democracia



Neste sete de setembro, comemorado como o "Dia da Independência", não só os militares desfilaram na Avenida da Paz, em Alagoas. Diversos manifestantes, ligados a pastorais sociais, sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, ocuparam o espaço do desfile cívico com palavras-de-ordem “Fora, Temer”, para protestar por direitos e democracia.

A manifestação conhecida como o Grito dos/as Excluídos/as, em sua 23ª edição, reuniu em Maceió cerca de duas mil pessoas, tendo a presença significativa de religiosos, indígenas, movimentos sociais do campo, sindicatos e a juventude.

Os jovens, presentes no ato, deram energia à manifestação e compuseram até uma ala com fantasias e máscaras contra a exclusão social, a violência e as injustiças. A intervenção artística foi preparada nos dias anteriores, durante o 4º Encontro da Juventude Camponesa, na Barra de São Miguel.




Os manifestantes se concentraram na praça Sinimbu, marcharam pela Avenida da Paz e, diante do governador, fizeram cobranças por reforma agrária, pelos direitos indígenas, contra a violência e a privatização.

Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e um dos líderes do movimento, a manifestação foi importante para desmistificar a falsa independência e igualdade social no Brasil e mostrar as demandas do povo pobre e oprimido.

“O Grito é uma reação da sociedade. É uma manifestação organizada por pastorais, movimentos sociais e sindical que denuncia as exclusão social. É um grito das periferias políticas, dos marginalizados”, disse Lima.

Participaram desta manifestação, CPT,  Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas, Pastoral Carcerária, Igreja Batista do Pinheiro, representada pelo pastor Wellington Santos e pastoral Odja Barros, Povo Wassu Cocal, Sindpetro, Levante Popular da Juventude, Sinteal, Sindicato dos Bancários, Frente Brasil Popular, Sindicato dos Urbanitários, Unidade Popular, PCB, PT, entre outros.





quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontro fortalece juventude camponesa para a luta


Cerca de 100 jovens de assentamentos e acampamentos organizados pela Comissão Pastoral da Terra em Alagoas, participam do 4º Encontro Estadual da Juventude Camponesa na Casa dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel. O evento iniciou nesta terça-feira (5) e encerra com a participação na manifestação do Grito dos/as Excluídos/as, na quinta-feira, 7 de setembro, às 9 horas, com concentração na Praça Sinimbú.

A juventude, vinda da região da mata, litoral e sertão, nos dois primeiros dias, vivenciou palestras, discussões e reflexões sobre o que é ser jovem camponês, a situação atual do país, a história dos movimentos sociais do campo em Alagoas e sobre a 30ª Romaria da Terra. Além disso, trocaram experiências vividas em suas comunidades.

Durante esses dias, o auditório da Casa dos Irmãos Marista ficou repleto de energia e da força da juventude. No chão, ao centro da sala, elementos simbólicos como a bíblia, a enxada, as sementes, a bandeira da CPT e o nome juventude camponesa, escrito com milho, colocados na mística inicial, ambientaram o local que brotou nos jovens a esperança de um mundo novo.


As reflexões, por sua vez, fortaleceram a identidade da juventude camponesa e apostou na formação dos jovens para a continuidade da luta, já travada pelos seus pais, e para a resistência contra a retirada de direitos hoje em curso.

“A gente só tem dois caminhos. A gente tem que entender que a juventude camponesa, que luta pela terra, não é igual a juventude burguesa que está apenas preocupada com o seu iPhone. Ou ela luta ou ela vai voltar para senzala. Ou a gente cai na real, para com a ilusão que existe igualdade hoje e luta ou a gente vai voltar para senzala”, afirmou o pastor Wellington (Igreja Batista do Pinheiro) durante uma profunda e emotiva fala sobre as desigualdades sociais.


O encontro seguiu com a palestra do professor Arthur Bispo sobre a atual situação do país, mostrou a paralisia que se encontra a reforma agrária e ofensiva do capital sobre os direitos dos trabalhadores e da juventude. Falou sobre o desmanche dos serviços públicos e as privatizações que o governo pretende realizar, inclusive das reservas naturais, como o petróleo e a RENCA (Reserva Nacional do Cobre e Associados), na Amazônia.

Durante o segundo dia, os jovens tiveram, nos dois horários, o equivalente a um curso sobre a história dos movimentos sociais do campo em Alagoas, ministrado pelo coordenador da CPT, o historiador Carlos Lima.

“É fundamental que essa juventude entenda, no momento em que Alagoas completa 200 anos, a nossa história de luta pela terra para que possa se apropriar dela e continuar a manter erguida a bandeira levantada pela Pastoral, que em seu seu lema clama pela 'Terra de Deus, Terra de irmãos'”, disse Lima.


Para o Grito dos/as Excluídos/as, os jovens tiveram oficinas de cartazes, máscaras e teatro. A ideia da juventude camponesa é realizar intervenções artísticas e ter uma presença marcante na manifestação.



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Encontro da juventude camponesa começa nesta terça-feira


A juventude camponesa, organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), realiza esta semana seu 4º Encontro Estadual. Desta terça-feira, 5, até a quinta-feira, 7, cerca de 100 jovens, assentados e acampados na região da mata, litoral e sertão, estarão reunidos no Centro Catequético dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

Com o tema “Juventude Camponesa: olhando o ontem, vivendo o hoje e construindo o amanhã”, o evento pretende refletir sobre a história do movimentos sociais do campo em Alagoas, debater a situação atual do país diante do golpe parlamentar-midiático e projetar as ações dos jovens camponeses.

A abertura do encontro, marcada para às 9h30 do primeiro dia, contará com místicas dos jovens e palavras de incentivo do Padre Marcelo Pontes (Paróquia Imaculada Conceição) e do Pastor Wellington (Igreja Batista do Pinheiro).

O evento será encerrado na Macha do Grito dos/as Excluídos/as, realizada no dia 7 de setembro, às 9 horas, na Praça Sinimbu, em Maceió. O 23º Grito tem o tema “Vida em Primeiro Lugar. Por direitos e democracia, a luta é todo dia” e acontece anualmente para em paralelo ao desfile da Independência do Brasil, questionando a exclusão social e a falsa independência política e econômica.

Para a coordenadora da Pastoral da Terra e da juventude camponesa, Alessandra Timóteo, o encontro será importante para a formação dos jovens.

“Acredito que será um encontro muito bom porque ele já é resultado dos encontros regionais. A própria programação é resultado do debate e da demanda dos jovens nesses encontros realizados em julho na região da mata, sertão e litoral”, disse Alessandra.

Serviço:
4º Encontro Estadual da Juventude Camponesa
Dias: 5 a 7 de setembro de 2017
Horário: 9h às 19h30
Local: Centro Catequético dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

Programação

05 de setembro:

9h – Chegada e credenciamento

9:30 - Mística Inicial: Juventude camponesa do assentamento Padre Emílio April (União dos Palmares)

10h – Palavras de incentivo aos jovens participantes do 4ª Encontro Estadual da Juventude Camponesa – Pastor Welington e Padre Marcelo Pontes

12h – Almoço

14h – Análise de conjuntura – Artur Bispo (Professor da UFAL)

15:30 – Lanche

15:45 – 30ª Romaria da Terra e das Águas - 30 anos no Chão Sagrado: de novo na Serra, alcançando a Nova Terra. (Carlos Lima)

17:30 – Livre

19h– Jantar

19:30 – Socialização das experiências das juventudes camponesas nas comunidades.


06 de setembro:

7h – Café da manhã

8h – Mística Inicial

8:30 – História dos Movimentos Sociais do Campo em Alagoas – Carlos Lima (Mestre em História e coordenador da CPT)

10h – Lanche

10: 30 – Continuação - História dos Movimentos Sociais do Campo em Alagoas

12:30 – Almoço

14h – Oficina de teatro, maquiagem e grafitagem

16h – Lanche

16:30 – Retorno as oficinas

18h – Intervalo

19h – Jantar

20h – Retorno as oficinas

21:30 – Encerramento das oficinas


07 de setembro:

7h – Café da manhã


Participação no 23º Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar! Por Direitos e Democracia a Luta é todo Dia.”

sábado, 2 de setembro de 2017

Ocupação garante transporte escolar para assentamento





As crianças e jovens do assentamento Santa Maria Madalena, em Joaquim Gomes, devem retornar as aulas na próxima segunda-feira (4). Pelo menos, foi esse o compromisso assumido pela Secretaria de Educação do município, no dia 29 de agosto, após a ocupação do prédio pelos assentados e assentadas ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A mobilização serviu para garantir o retorno do transporte escolar, que, há três meses, deixa os estudantes moradores da zona rural sem acesso à escola .

Os camponeses e as camponesas arrancaram ainda o compromisso da reposição do conteúdo perdido com aulas aos sábados, na sala-de-aula que funciona - em precárias condições - dentro do assentamento.

"Segunda, dia 4, eles vão mandar o transporte para voltar a estudar e, no sábado, vão mandar um professor para repor as aulas que os meninos perderam", explicou a líder camponesa, Eliane Aquino.

Mas, para ela, o compromisso da Prefeitura ainda não pode ser comemorado. "Vamos ver dia 4 se os ônibus vai tá lá para pegar os meninos para saber se é vitória mesmo, por enquanto é só palavra. Mas, se não cumprir, a gente volta lá e ocupa de novo", garantiu Eliane.



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Maceió: Grito dos/as Excluídos/as está confirmado para 7 de setembro



Para denunciar as injustiças e a exclusão social, os movimentos sociais e Igreja Católica organizam o Grito dos/as Excluídos/as, em contraponto à Dia da Independência do Brasil. Em Maceió, a marcha de trabalhadores do campo e da cidade está confirmada para o dia 7 de setembro. Sua concentração está marcada para às 9 horas, na Praça Sinimbu.

Realizado há 23 anos, o Grito dos/as Excluídos/as traz este ano o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”. Com este chamado, os movimentos pretendem denunciar a exclusão provocada pelas reformas do governo Temer, a privatização do patrimônio nacional e a consolidação do golpe contra a classe trabalhadora. Em Alagoas, os movimentos também denunciarão a privatização do Governo Renan e os assassinatos da população de rua, negra, pobre e periférica.

A organização do 23º Grito em Maceió, em reunião no dia 28 de agosto, definiu a realização de uma marcha pela Avenida da Paz, perfazendo o mesmo trajeto do desfile militar, e retornando à Praça Sinimbu. A expectativa é que a atividade reúna de 1500 a 2 mil pessoas, agregando diversos movimentos que lutam contra as injustiças.

“Estamos fazendo a construção do Grito com uma pluralidade de pensamentos. Além das Pastorais Sociais - que todos os anos tomam à frente -, contamos com grupos e entidades não ligados à Igreja, mas que lutam contra a exclusão social”, disse Carlos Lima, coordenador da Pastoral da Terra.

Para Lima, a realização deste Grito, na conjuntura de retiradas de direitos e retrocessos, atrai ainda mais lutadores para a marcha. “Há 23 anos marchamos contra as injustiças. Neste ano, com a política deste governo de ataques aos direitos , o grito se reveste de importância e se faz ainda mais necessário. Esperamos reunir todos os descontentes com a situação do país para lutar por uma sociedade sem exclusão social”, completou o organizador do evento.


Sobre o Grito

O Grito dos excluídos surgiu no Brasil, em 1994, e se consolidou como um espaço sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.

Seu objetivo é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar pessoas para atuar nas lutas populares e denunciar as injustiças e os males causados por este modelo econômico liberal e excludente, ocupando ruas e praças por liberdade e direitos.

Serviço
Grito dos Excluídos
Dia: 7 de setembro de 2017
Local: Avenida da Paz

Concentração às 9 horas na Praça Sinimbú

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CPT presta sua homenagem à Dom José Maria Pires


O Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, fez sua páscoa definitiva no dia 27 de agosto de 2017. Dom Zumbi, como era conhecido, teve sua vida dedicada ao Deus dos pobres e aos feridos de injustiças. Foram 98 anos de intensa dedicação à luta dos oprimidos e devoção à Igreja dos empobrecidos.

Dom José deixou a vida terrena no mesmo 27 de agosto em que morreu Dom Hélder Câmara (99), Dom Luciano Mendes (2006).

Em vida, a CPT registrou com muito carinho sua passagem por Alagoas. O Bispo marchou ao lado de camponeses e religiosos em busca da terra prometida, na 8ª Romaria da Terra, em 13 de dezembro de 1995, em União dos Palmares. Neste evento, suas palavras de fé e esperança aos romeiros foram “A esperança não pode morrer, pois zumbi vive em cada um de nós”.

Na preparação da 30ª Romaria da Terra, a CPT relembra e presta homenagem ao querido bispo dos emprobrecidos, com a certeza de que estará presente ao lado dos oprimidos marchando em mais esta romaria da Terra.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

CPT e Incra realizam reunião para acompanhar pauta de reivindicações


A Comissão Pastoral da Terra e representantes de diversas áreas da reforma agrária do litoral, sertão e região da mata se reuniram com dirigentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para acompanhar reivindicações dos camponeses e camponesas. A audiência aconteceu na manhã desta quinta-feira, 24 de agosto, no Walmap, prédio-sede do INCRA.

Esse é o terceiro encontro da CPT com o atual superintendente César Lira. O primeiro aconteceu no dia seguinte à sua posse, durante jornada da Pastoral da Terra em Maceió, no dia 30 de março. Naquele momento, após a ocupação do prédio, foram apresentadas as necessidades mais urgentes de cada área.

No mês seguinte, o INCRA apresentou à Pastoral seu posicionamento acerca do atendimento das demandas dos camponeses e camponesas. Um dos compromissos, foi uma nova reunião três meses após para o acompanhamento das ações prometidas pelo órgão.

Para Heloísa Amaral, coordenadora da CPT, a reunião foi proveitosa e demonstrou compromisso do atual superintendente. ”A realização da reunião demonstrou um avanço na abertura de diálogo do órgão com os movimentos sociais do campo. Possibilitou mostrarmos o que foi feito e o que não foi e onde podemos e devemos avançar mais para que a vida do homem e da mulher do campo se torne melhor”, disse Amaral.

Reivindicações

A demarcação dos assentamentos foi uma das pautas dos camponeses e camponesas. Dentre as solicitadas, o setor de cartografia do Incra confirmou a finalização apenas da demarcação do Assentamento Nossa Senhora Aparecida (NAVIO). No Assentamento Bom Samaritano (TAUÁ), a demarcação está agendada para setembro.

O chefe de Divisão De Ordenamento Da Estrutura Fundiária, José Everaldo Moraes, informou que os Assentamentos Rio Bonito e Prazeres estão incluídos numa licitação geral que aguarda a liberação de Brasília.

A Emissão de Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP/Pronaf), que permite acesso a linhas de crédito e financiamento a juros baixos, também era reivindicação dos assentados.

A funcionária do INCRA, Anabela Fagundes, esclareceu vários casos de áreas presentes e entregou as DAPs do Assentamento Velho Chico (SANTA FÉ 2). Além disso, o próprio Superintendente informou que existe R$ 15 milhões em créditos para os assentamentos de Alagoas e que é necessário que sejam feitos os devidos procedimentos burocráticos para liberação deste recurso. Outra informação importante foi a existência de R$ 5 milhões para perfuração de poços em assentamentos e áreas quilombolas.

O ponto praticamente sem avanços foi o da realização da Reforma Agrária, em si. O Chefe da Divisão de Obtenção, Alessandro, informou sobre os casos de acampamentos e o andamento dos processos, demonstrando o total descompromisso do Governo Federal com o assunto.
Antes de finalizar a reunião, foram tratados alguns outros casos anteriormente levantados, assim como a preservação da área de reserva de mata do Assentamento Flor do Bosque. Nesse caso específico, o superintendente se comprometeu a buscar a Delegacia do Meio Ambiente para a solução do impasse que já dura anos.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Reunião fortalece e amplia construção da 30ª Romaria da Terra

Pastorais Sociais também iniciaram articulação para o Grito dos Excluídos(as)



A 30ª Romaria da Terra e das Águas, marcada para os dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga (União dos Palmares), avança a passos largos a cada reunião. Nesta terça-feira, 8 de agosto, novos grupos passaram a integrar a Comissão Organizadora da Romaria e somar forças para o sucesso da edição comemorativa de 30 anos.

Realizada na sede da Comissão Pastoral da Terra, a reunião contou com a presença do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), da Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), de membros das paróquias de União dos Palmares, de Agentes de Pastoral Negros (APNs), da Cáritas e da Pastoral da Criança.

Para Carlos Lima, coordenador da CPT/AL, a construção coletiva é o caminho para o êxito de uma Romaria que alimente a espiritualidade do caminhante, preserve a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentive a luta pela democratização do uso da terra e estimule a prática da justiça, da partilha e da solidariedade.

“Foi uma reunião importante onde trouxemos à participação mais seguimentos da Igreja e sedimentamos o caminho para construir uma Romaria bem participativa. Nesta reunião debatemos sobre a mobilização das comunidades e a produção do subsídio com textos e músicas para a Romaria. Ele deve ficar pronto até o final do mês e será um importante instrumento para mobilizar as comunidades”, disse Lima.

Durante a manhã desta terça-feira, houve oração, reflexões em grupo e debates sobre a preparação da atividade que deve reunir mais de 5 mil romeiros e romeiras na terra de luta e resistência, de Zumbi e Dandara. Uma das metas destacadas foi a de sensibilizar e articular a presença de padres, religiosas e pastorais de todo o Estado, assim como envolver as comunidades religiosas de Maceió. Além disso, foi evidenciada a mobilização da cidade de União dos Palmares, tanto a área rural quanto a urbana.

Momento de oração com os presentes

Como forma de garantir as finanças para a realização do evento, foi distribuído, aos representantes das pastorais e aos coordenadores da Pastoral da Terra, carnês para aquisição do kit da Romaria, que inclui camisa, chapéu de palha e sacola de tecido personalizada do evento. Esse kit tem o valor de R$ 50,00 e também pode ser adquirido na sede da CPT, na Cúria Metropolitana.

Como próximos passos, ficou combinado de realizar visitas às comunidades rurais e urbanas; usar as redes sociais com vídeos chamando para participar da Romaria; solicitar espaço na reunião do clero; articular as religiosas e religiosos; e enviar a carta do arcebispo convocando para Romaria as comunidades e paróquias.

De agenda, ficou marcado um encontro com representantes das comunidades rurais e urbanas de União dos Palmares, no dia 16 de agosto, às 8 horas, no Centro Paroquial da cidade, e a próxima reunião da comissão organizadora da Romaria para o dia 29 de agosto, as 9 horas, na sala da CPT.

Grito dos(as) Excluídos(as)

Com o tema “Vida em primeiro lugar!” e o lema: “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”, a tradicional marcha do Grito dos(as) Excluídos(as) está confirmada para o dia 7 de setembro. Essa será a 23ª edição da manifestação reúne movimentos sociais e pastorais sociais para denunciar as injustiças e os males existentes no Brasil.

Em preparação para esta data que se aproxima, foi convocada uma primeira reunião do 23ª Grito dos Excluídos(as) em Alagoas para o dia 9 de agosto às 9 horas, na sede da CPT.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Feira Camponesa inicia amanhã no bairro do Pinheiro



A edição itinerante da Feira Camponesa chega ao bairro do Pinheiro nesta quinta-feira, 3 de agosto. Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, o evento comercializa alimentos saudáveis ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga, até ao meio-dia do sábado, 5.

Nesta versão itinerante participam 25 camponeses e camponesas que trazem, do litoral, sertão e região da mata, os melhores frutos da Reforma Agrária de Alagoas. Os alimentos disponíveis na feira são todos produzidos de maneira agroecológica, sem a utilização de agrotóxicos.

“Todos os produtos comercializados na Feira são alimentos fresquinhos e sem veneno. Podem ter a certeza que são da melhor qualidade e com preços justos, vendidos direto pelo produtor”, garantiu a agrônoma Heloísa Amaral, coordenadora da CPT.

A Feira funcionará das 6h às 19h e conta com o apoio da Paróquia Menino Jesus de Praga e do Iteral.

Serviço:

Feira Camponesa Itinerante
Dias: 3 a 5 de agosto de 2017
Local: Igreja Menino Jesus de Praga – Pinheiro

Horário: das 6h às 19 horas

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Litoral norte: lideranças camponesas debatem construção da 30ª Romaria da Terra

Feira solidária e hortas medicinais também são tema de reunião


Coordenadores de acampamentos e assentamentos da região do litoral de Alagoas se reuniram nesta quinta-feira, 13 de julho, em Porto de Pedras, com o objetivo de discutir a realização da 30ª Romaria da Terra, a Feira solidária e a implantação de hortas medicinais.

Os presentes definiram organizar uma grande caravana da região. Do litoral devem sair 5 ônibus com camponeses e religiosos. "A Romaria é parte da nossa luta, vamos participar com entusiasmo", disse a jovem assentada em Irmã Dorothy,  Jaqueline.

A 30ª Romaria ocorrerá nos dias 4 e 5 de novembro, na Serra da Barriga, e contará com a presença dos músicos Zé Vicente e Ze Pinto e do bispo presidente da CPT, dom Enemesio.

Sobre a Feira Solidária, prevista para os dia 24 a 26 de novembro, no Pinheiro, os camponeses e camponesas se comprometeram a arrecadar alimentos nos acampamentos e assentamentos para apoiar o evento que tem como objetivo  arrecadar fundos para construir a sede da CPT litoral.

"Vamos articular muita produção para construir o nosso canto, nosso lugar" afirmou Edmilson, assentado em Padre Alex.

Quanto às hortas medicinais, serão implantadas nos assentamentos Jubileu 2000, Irmã Dorothy Stang, Margarida Alves, Quilombo dos Palmares. Esse projeto tem apoio da entidade italiana, Pachamama, e será coordenada pela engenheira agrônoma Heloisa Amaral.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Comunidade do Salvador Lyra recebe versão itinerante da Feira Camponesa



A Paróquia São Paulo Apóstolo está sediando a versão itinerante da Feira Camponesa. A comercialização de produtos saudáveis, frutos da reforma agrária, começou nesta quinta-feira, 6 de julho, e permanece até ao meio-dia do sábado (8), no Salvador Lyra.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, a Feira reune 20 camponeses e camponesas do litoral e região da mata que produzem alimentos sem agrotóxicos. Um desses camponeses é Seu Edmilson do assentamento Margarida Alves, localizado em Maragogi. Ele trouxe banana, abacaxi, maracujá e coco verde.


Edmilson conta que utiliza seu lote, conquistado com anos de luta, para produzir alimentos e sustentar sua família. “Planto de tudo que a região dá, crio galinha e ovelha, e tenho tentado utilizar meu lote ao máximo para trabalhar. Enquanto Deus me der forças vou continuar cultivando a terra e tirando minha renda daí”, disse o camponês.


A Feira funciona das 6h às 19 horas no patio da Igreja São Pauo Apóstolo.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

“Realizar essa Feira Camponesa é uma ato de resistência”



Superando o atual cenário de paralisia da reforma agrária, de golpe aos direitos sociais, de violência no campo e da quantidade de chuvas dos últimos dias, a 26ª Feira Camponesa teve início na manhã desta quarta-feira, 7 de junho. Para os representantes dos movimentos sociais, sindicatos e organizações governamentais presentes no ato de abertura, a realização desta Feira representa um ato de resistência, que merece ser celebrado.

Dos 90 camponeses e camponesas previstos para esta edição, cerca de 60 conseguiram vencer as estradas enlamaçadas, as pontes destruídas e trazer o alimento cultivado com muito suor e luta. “No começo do ano, enfrentamos uma grande seca e depois vieram essas chuvas fortes. Muito da produção se perdeu. Além disso, as estradas estão terríveis, foi difícil o nosso povo chegar, mas conseguimos. Viemos cheios de esperança e alegria para compartilhar a vida, que está representada nos alimentos”, disse a agrônoma Heloísa Muniz, coordenadora da Comissão Pastorald a Terra (CPT), que conduziu a cerimônia de abertura.

O representante do Movimento de de Libertação dos Trabalhadores Sem-Terra (MLST), Josival Oliveira, enfatizou a Feira como um momento onde homens e mulheres apresentam à sociedade os frutos da luta por reforma agrária e por justiça social. “Não temos aqui apenas agricultores comercializando seus produtos e garantindo suas rendas. Temos aqui bravos guerreiros e agentes da transformação social, capazes de mudar esse país”, defendeu o líder do MLST.

Em todas as falas, estiveram presentes críticas ao Governo Federal. O presidente do Iteral, Jaime Silva, disse estar triste com a paralisia da Reforma Agrária. “Voltei de Brasília muito triste. Vi que a possibilidade de fazer a Reforma Agrária hoje não existe. Está suspensa a compra de terras com essa finalidade em todo o Brasil. Isso é um desestímulo para a gente que faz o Iteral. Espero que a gente consiga mudanças e mude logo. O país não pode continuar assim”, afirmou.

A política de Temer traz outras implicações para o campo. O aumento da violência é uma delas e foi denunciada por Carlos Lima, coordenador da CPT, em sua fala. “Pensamos que 2016 tivesse sido o pior ano da década em violência no campo. Mas, os número demonstram que 2017 será muito pior. Nunca se matou tanto no campo e isso está associado ao governo. A verdade é que Temer não tá nem aí para pobre, quer acabar com os nossos direitos e com nossas vidas, acabar com tudo que construímos a partir da luta”, disse Lima.

Os sindicatos e movimentos sociais do campo demonstraram que, apesar dos ataques, estão dispostos a lutar e derrotar o projeto de dominação dos ricos e banqueiros. Uma das prioridades e que a classe trabalhadora está unida para barrar são as reformas trabalhista e da previdência. José Roberto, representante do MST, conclamou a todos os presentes para essa luta.



“Golpearam a Reforma Agrária, os direitos dos trabalhadores do campo e querem dar um golpe fatal que é contra as leis trabalhistas e a previdência. Temos que seguir lutando, resistindo e construindo um projeto popular nesse país. Essa feira é uma demonstração de que é possível ter um projeto alternativo ao desse governo”, defendeu Zé Roberto.

Impasse com a Prefeitura

Um registro importante, assinalado pelo anfitrião do evento, foi a dificuldade criada pela Prefeitura de Maceió para a realização das feiras. Carlos Lima denunciou aos presentes a postura de funcionários do poder público municipal na tentativa de impedir que as famílias pudessem comercializar os alimentos.

“A Prefeitura coloca milhares de impasses para conceder a autorização de uso da praça. Quer que a gente peça licença até para o vaticano e pague taxas e mais taxas para usar uma praça que usamos há duas décadas. Quando ninguém queria a Praça da Faculdade, nós já estávamos aqui e, desde lá trás, já reivindicávamos uma revitalização. Essa é um dificuldade que colocam para todos os movimentos para ver se desistimos de que as feiras aconteçam. Não podemos tolerar mais isso. Ou a Prefeitura muda a sua postura ou os movimentos vão mostrar ao prefeito que essa praça é do povo, dos moradores e também dos feirantes que alimentam essa cidade”, exclamou Lima.

Presença



A abertura da 26ª Feira Camponesa foi bastante representativa, contou com a presença da presidenta da CUT, Rilda Alves, do presidente da FETAG, Genivaldo Olibeira, do coordenador do MST, Zé Roberto, do representante do MLST, Josival Oliveira, do coordenador do Movimento Via do Trabalho, Marrom Silva, do presidente do Iteral, Jaime Silva, do superintendente do INCRA, César Lira, do diretor do Sindicato dos Urbanitários, José Cícero da Silva (Sil), do tenente do Centro de Gerenciamento de Crises de Alagoas, Antônio Casado, além dos agentes da Pastoral da Terra e de representantes dos assentamentos e acampamentos acompanhados pela CPT.




terça-feira, 6 de junho de 2017

26ª Feira Camponesa inicia nesta quarta-feira, na Praça da Faculdade

Abertura oficial está marcada para às 8h30 com um café da manhã camponês




Abrindo o período de festividades juninas, a Comissão Pastoral da Terra realiza, de 7 a 10 de junho, a 26ª Feira Camponesa. Durante quatro dias, a Praça da Faculdade se tornará um grande arraial de cultura no campo e alimentos saudáveis. A celebração de abertura desta edição será realizada amanhã, às 8h30, com um café da manhã camponês partilhado entre feirantes, autoridades, parceiros da luta e a imprensa.

Cerca de 90 camponeses já estão confirmados e se deslocando de diversas regiões de Alagoas para trazer o melhor da produção camponesa para abastecer a mesa do maceioense. Além da banana, inhame, macaxeira, abóbora, galinha de capoeira, mel de abelha e outros tantos alimentoscultvados sem agrotóxicos, a feira também contará com uma casa de farinha e um restaurante camponês, servindo comida típicas do campo.

Durante as noites, a Feira realizará um animado arrastapé ao som de forrozeiros como Xameguinho, Irineu e Pinóquio do Acordeon e shows juninos de Andréa Laís, Wagner Valpone e Paulinho e Ilha. Todas as atrações são gratuitas e começam, sempre, a partir das 19 horas.

Para a coordenadora da CPT, a agrônoma Heloísa Amaral, a Feira Camponesa possibilitará aos trabalhadores da cidade sentir o clima do autêntico são joão camponês. “Não vai faltar festa na Praça da Faculdade. A nossa feira, por si só, já é uma grande celebração do trabalho e da produção do homem e da mulher do campo. Nessa época de São João, os camponeses ficam ainda mais animados para comercializar seus produtos”, disse.

Serviço:
26ª Feira Camponesa
Dia: 7 a 10 de junho de 2017
Horário: 6h às 22 horas (Exceto dia 10, que encerra às 12h)
Local: Praça Afrânio Jorge (Praça da Faculdade) – Prado

Programação Noturna
7 de junho (Quarta)
Andréa Laís, Show Numa Sala de Reboco
Wagner Volpone, Show Anarriê

8 de junho (quinta-feira)
Irineu
Xameguinho

9 de junho (sexta-feira)
Paulinho e Ilha
Bingo do Carneiro
Pinóquio do Acordeon

Mais informações:
Heloísa Amaral – 99341.4025

segunda-feira, 29 de maio de 2017

CPT anuncia sua 26ª Feira Camponesa para os dias 7 a 10 de junho



A tradicional Feira Camponesa, realizada anualmente no mês de junho, já tem data para acontecer. Entre os dias 7 a 10 de junho, a Comissão Pastoral da Terra transformará a Praça da Faculdade em um grande arraial de alimentos saudáveis e cultura do campo.

A 26ª edição da Feira Camponesa abrirá o período de festividades juninas e trará 90 camponeses e camponesas do sertão, zona da mata e litoral norte para comercializar os frutos da reforma agrária no coração de Maceió.

Além da rica diversidade de alimentos fresquinhos, vindos direto do campo para a mesa do maceioense, a feira trará casa de farinha, restaurante camponês e atrações noturnas, com shows de Pinóquio do Acordeon, Andréa Laís, Wagner Volpone, Irineu e Xameguinho.

A Feira também foi o lugar escolhido para o lançamento do livro “Semterra: luta e produção”. A publicação conjunta da CPT e do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), que tem sob tema de fundo o bicentenário de Alagoas, será apresentada ao público na noite da sexta-feira, 9 de junho, antes do sempre esperado bingo do carneiro.

Para a coordenadora da Pastoral da Terra, Heloísa Amaral, a feira é o espaço de apresentar à população os frutos da luta do homem e da mulher do campo. “A feira será uma grande festa da rica produção camponesa e da cultura do povo trabalhador que luta e resiste por um pedaço de terra para produzir vida e alimentar a cidade. E o melhor, tudo com baixos preços e fresquinho para o consumidor”, afirmou Heloísa.

A 26ª Feira Camponesa funcionará das 6h às 22 horas. Sua programação noturna terá início sempre às 19 horas. No sábado, 10 de junho, o evento encerra ao meio-dia.

Serviço:
26ª Feira Camponesa
Dia: 7 a 10 de junho de 2017
Horário: 6h às 22 horas (Exceto dia 10, que encerra às 12h)
Local: Praça Afrânio Jorge (Praça da Faculdade) – Prado

Programação Noturna
7 de junho (Quarta)
Andréa Laís, Show Numa Sala de Reboco
Wagner Volpone, Show Anarriê

8 de junho (quinta-feira)
Irineu
Xameguinho

9 de junho (sexta-feira)
Lançamento do Livro “Semterra: luta e produção”
Bingo do Carneiro
Pinóquio do Acordeon

Mais informações:
Heloísa Amaral – 99341.4025

terça-feira, 16 de maio de 2017

Encontro de Militantes reúne lideranças camponesas de Alagoas






A Comissão Pastoral da Terra de Alagoas está realizando um encontro de formação para lideranças camponesas de Alagoas. O Encontro de Militantes começou nesta terça-feira (16) e segue até a quarta-feira (17 de maio), na Casa dos Irmãos Marista, na Barra de São Miguel.

O evento reúne 62 lideranças de assentamentos e acampamentos acompanhados pela Pastoral da Terra, no litoral, sertão e região da mata. Para Carlos Lima, coordenador da CPT, a atividade alimenta a fé e fortalece a luta por uma terra nova.

“Esse encontro é destinado aos militantes que defendem uma causa, um ideal de mundo novo. São dois dias dedicados a estudar e refletir sobre o evangelho e a nossa luta por uma sociedade nova e melhor”, afirmou Lima.

A programação do primeiro dia contou com a participação do Padre Manoel Henrique, da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Tabuleiro Novo. Ele contribuiu com o encontro a partir do tema “a luta pela terra a partir da leitura bíblica e teológica”.


Para o religioso, Deus não está apenas na Igreja está também na luta dos pobres por justiça. Seus ensinamentos são acima de tudo a defesa da vida em comunhão e do amor ao próximo. “Deus não escreveu mandamentos, ele escreveu ensinamentos. Seu decálogo significa dez palavras para uma vida em aliança, uma vida em sociedade e em comunidade”, explicou o Padre.


Os camponeses presentes, após um longo debate em grupos, mostraram que entenderam bem a mensagem do pároco. “Se eu preservo a vida, eu guardo os ensinamentos de Deus. Além disso, temos a obrigação de ensinar esses ensinamentos aos mais jovens. Nosso filhos precisam aprender nossas músicas e nossa luta para assim conseguirmos continuar a preservar a vida”, afirmou Maria Rita, do assentamento Dom Helder Câmara, Murici.


Ao final da relfexão, os camponeses e camponesas cantaram músicas de louvor e crença em um mundo novo. Ainda na programação do primeiro dia, foi exibido o documentário “Sertão Cerrado”, produzido pela CPT Nacional. O segundo dia será dedicado ao debate sobre luta pela terra em Alagoas. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Lançamento do Caderno de Conflitos clama pelo fim da violência no campo


A Comissão Pastoral da Terra lançou no dia 25 de abril, em Alagoas, o livro Conflitos no Campo Brasil 2016. O evento foi realizado em parceria com o Comitê de Mediação de Conflitos e Questões Agrárias e aconteceu durante sua reunião, realizada no Auditório do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral).

O chamado Caderno de Conflitos é uma publicação editada anualmente pela CPT e registra violências contra camponeses, indígenas e povos tradicionais. O livro compila números que demonstram que o ano de 2016 foi o mais violento para os povos que vivem no campo.

Para Claudemir Martins, professor do IFAL e autor de um dos artigos da publicação, “o livro, ao invés de ser uma alegria, é um livro de luto. É um registro de mortes, de conflitos e de violência. Por outro lado, é também um livro de utopia, de quem acredita na força dos povos do campo que continuam marchando e avançando no Brasil inteiro”.


Em sua palestra no lançamento do caderno de conflitos, Claudemir falou sobre o exorbitante número de 1.295 conflitos por terra e 172 conflitos por água. “A situação do país, com o fechamento do MDA e um governo ilegítimo, faz com que a gente tenha um aumento significativo dos números neste ano de 2016. Eles são muitos superiores e materializam aquilo que dizíamos sobre o golpe”, completou o professor.

Não bastasse a violência, os povos do campo ainda convivem com a dor da impunidade. O coordenador da CPT, o historiador Carlos Lima, analisando os casos de Alagoas, constatou uma realidade nacional. “Aqui em Alagoas, foram 23 vítimas fatais desde 1985 e, à exceção do companheiro Jaelson Melquiedes - que teve apenas o executor do crime preso-, ninguém foi condenado. Às vezes chegam até as pessoas, mas não se prende ninguém. Há uma convivência muito grande do poder público que permite tamanha impunidade”, afirmou Lima.

Outra dado comentado pelo coordenador da pastoral foi a resistência e luta dos povos do campo. De acordo com o levantamento da CPT Nacional, Alagoas teve 77 manifestações e mais de 20 mil pessoas envolvidas na luta, só ficando atrás da Bahia e do Pará.



“Vivemos em constante luta e isso se dá graças a unidade com os demais movimentos sociais do campo. Nossa capacidade de luta conseguiu criar um fórum agrário, nós somos um dos poucos estados que tem. Isso dá uma outra conotação para o tema, mas depende sempre quem tá lá. A criação de comitê de conflitos agrários é também fruto dessa luta. Mas isso só não resolve, porque o que resolve os conflitos no campo é a Reforma Agrária. Isso é importante para evitar novos massacres, como Eldorado dos Carajás”, prosseguiu o coordenador da CPT.

O padre Manuel Henrique, representante da Arquidiocese da Maceió, esteve presente no evento e rezou pelas vidas ceifadas em 2016. “Estamos reunidos perto da Semana Santa, dos acontecimentos que levaram Jesus à morte, e me parece que os poderosos ainda insistem em resolver os conflitos com morte e assassinatos. Hoje estamos rezando não apenas para velar nossos heróis, mas com a esperança de que um dia essa terra seja de vida e de esperança. Dom Romero já dizia se me matarem eu vou ressuscitar na vida do meu povo. Nossa reza de hoje é reza de esperança”.

Fotos: Helciane Angélica/Iteral