terça-feira, 7 de novembro de 2017

Em noite festiva, romeiros e romeiras celebram 30 anos de Romaria da Terra e das Águas

  

Em uma bela noite de lua cheia, no chão sagrado de Zumbi e Dandara, na Serra da Barriga, mais de 3 mil romeiros e romeiras se reuniram em busca de renovar a fé e a esperança em um mundo novo, com igualdade e justiça social.

Sob o tema “Trinta anos no Chão Sagrado: de novo Serra, alcançando a Nova Terra”, a Romaria da Terra e das Águas comemorou 30 anos com grande celebração e caminhada do Sítio Recanto em direção ao platô da Serra da Barrigada, durante a noite do dia 4 de novembro até o amanhecer do dia 5.

Caravanas de diversas regiões de Alagoas e de vários bairros de Maceió, religiosos de outros estados da federação e até de outros países representaram o encontro da diversidade promovido pela 30ª Romaria da Terra e das Águas.

Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra e organizador da atividade, a comemoração honrou a história e a grandeza da Romaria.


“É uma grande felicidade alcançar 30 anos de Romaria e voltar de novo à serra da Barriga. Comemoramos e celebramos com o tamanho que a Romaria merece de participação, de beleza, de mística, de espiritualidade. Estamos renovados para que a gente possa continuar caminhando em busca dessa terra que corre leite e mel, que é a terra prometida que o povo de Deus à persegue até hoje”, afirmou Lima.

A celebração da noite foi conduzida pelo Bispo Presidente da CPT, Dom Enemésio Lazzaris, e acompanhada por diversos padres e religiosos. Em sua homilia lembrou a luta dos negros por liberdade, dos camponeses pela democratização da terra e a dos empobrecidos por justiça. Para ele, celebrar na Serra da Barriga foi algo inesquecível.


“Vir à Alagoas, aqui na serra da barriga, é uma experiência única. Eu não imaginava que um dia eu poderia conhecer a terra de Zumbi, estar aqui participando desta 30ª Romaria, onde zumbi e seu grupo lutaram para poder sobreviver, me dá uma vontade ainda maior de continuar como pastor, como bispo, de continuar a luta em defesa dos pequenos”, afirmou Dom Enemésio.

Repleta de elementos simbólicos, que deram encanto à caminhada, a Romaria também foi um encontro de gerações. Um dos fundadores da CPT e da Romaria, Aldo Giazzon, mesmo com 80 anos, veio diretamente da Itália caminhar e contribuir com a mística desse momento. No início, carregou a imagem de Santa Luzia da capelinha para o centro das celebrações e, durante a subida da Serra, fez uma reflexão sobre a terra sagrada, retirou as sandálias e convidou os romeiros e romeiras para caminhar descalços o último trecho do percurso de 3 km.


“É o mesmo entusiasmo dos primeiros tempos, só que nas primeiras romarias não havia tanta gente e hoje tem vários grupos que participam e têm a alegria de poder expressar, de novo, o entusiasmo de ver o mundo melhor, de reagir diante do capitalismo e diante das autoridades do Brasil que quer dominar”, disse o padre Aldo ao expressar sua alegria em reviver o que ajudou a fundar.

Da primeira romaria, além do Padre Aldo Giazzon, estiveram presentes diversas pessoas, que foram encarregadas de conduzir a Cruz Sem Males no primeiro trecho da caminhada. Edileuza Oliveira foi uma delas. Há época, era integrante da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e, hoje, disse estar realizada em estar na 30ª Romaria.

“Eu pude comparecer na primeira Romaria da terra, há 30 anos passados, e pisar nesse chão sagrado. Viver aquele momento foi uma primeira experiência de comunhão com os movimentos sociais, com as comunidades eclesiais de base e a pastoral da juventude, à qual eu fazia parte. Para mim, é reviver a esperança”, disse a romeira.



A 30ª Romaria da Terra e das Águas foi coroada ainda com a participação de convidados especiais, como o Emílio April, um dos fundadores da CPT e da Romaria, que veio do Canadá para esta Romaria; membros de outras congregações, como o Pastor Wellington Santos, da Igreja Batista do Pinheiro; e os cantores populares, Zé Vicente e Zé Pinto. Os músicos, além de realizarem suas apresentações, cantaram junto com o coral da celebração e fizeram canções do alto da Serra da Barriga.

“Enquanto cantador, enquanto poeta popular, a gente vem e bebe dessa fonte, recebe essa energia positiva desse povo e renova nossas energias para continuar. É muito positiva a questão de a gente está defendendo essa Serra, gritando o nome de Zumbi dos Palmares e ajudando o povo a poetizar essa caminhada”, disse Zé Pinto.


Para Zé Vicente, a Romaria é parte de luta contra a opressão. “O que a gente celebra aqui, nesta noite, é a certeza que essa terra, que esse caminhar, é o alimento de nossa esperança nesse momento de tanta crise no Brasil. E contribuir com a música, nesse momento de alegria e festejos, é para mim uma honra, uma missão e um grande desafio de como a gente se manter fiel a essa arte engajada com a causa da libertação”, afirmou.

Romaria

Em 1988, foi realizada, na Serra da Barriga, a primeira Romaria da Terra com o tema “Terra Mãe: Filhos livres”. A inspiração bíblica da caminhada surgiu pela luta dos hebreus que, movidos por Javé e liderados por Moisés, rompem com a escravidão no Egito e partiram em romaria rumo a Terra Prometida, aonde corria leite e mel.

Esta edição comemorativa de 30 anos foi organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Associação dos Missionários e Missionárias do Campo e Arquidiocesse de Maceió.

O aniversário de 30 anos de Romaria cumpriu seu objetivo alimentar a espiritualidade do caminhante, preservar a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentivar a luta pela democratização do uso da terra e a preservação da água como um bem comum, assim como estimular a prática da justiça, da partilha e da solidariedade entre os filhos e filhas de Deus.











quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Romaria da Terra celebra 30 anos na Serra da Barriga

Caminhada de fé e esperança ocorre na madrugada do sábado para o domingo



Comemorando três décadas de existência, a 30ª Romaria da Terra e das Águas acontece neste final de semana, na Serra da Barriga, em União dos Palmares. Com o tema “Trinta anos no Chão Sagrado: de novo Serra, alcançando a Nova Terra”, mais de 3 mil romeiros e romeiras realizam caminhada do Sítio Recanto até o Platô da Serra, um percurso de 3 km.

A Romaria tem início às 20 horas do sábado, 4, com apresentações culturais, reflexões bíblicas e a celebração da Santa Missa. Na madrugada, por volta das 3 horas, sobe até o topo da Serra. Os músicos de caminhada Zé Pinhto e Zé Vicente, além do Bispo Presidente da CPT, Dom Enemésio Lazzaris, estão confirmados para a atividade.

“Vamos em Romaria caminhar três quilômetros, numa noite de lua cheia, com a certeza que ‘Deus à frente é luz e guia’. Iremos fortalecer nossa caminhada, reencontrar amigos e amigas, cantar com Zé Vicente e Zé Pinto, ouvir testemunhos, refletir, celebrar. Pisar no solo sagrado da Serra Da Barriga”, afirmou Carlos Lima, coordenador da CPT e um dos organizadores.

O aniversário de 30 anos de Romaria tem por objetivo alimentar a espiritualidade do caminhante, preservar a memória de luta do Quilombo dos Palmares, incentivar a luta pela democratização do uso da terra e a preservação da água como um bem comum, assim como estimular a prática da justiça, da partilha e da solidariedade entre os filhos e filhas de Deus.

“Nesses 30 anos, estaremos celebrando na Serra da Barriga, onde tudo começou. Sempre tendo a esperança de uma nova terra, de novas conquistas, de novos espaços para a vida e para dignidade de nosso povo. Todos estão convidados a caminhar conosco, com a Igreja e a Arquidiocese”, afirmou Dom Antônio Muniz, Arcebispo Metropolitano de Maceió.

Esta edição comemorativa está sendo organizada em conjunto pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Arquidiocesse de Maceió.

Transporte

Comunidades paroquiais de todas as regiões de Alagoas estão se organizando para participar desta Romaria. São esperados dezenas de ônibus de mais de 15 cidades alagoanas, além de diversos bairros de Maceió, como Jacintinho, Fernão Velho, Pinheiro, Cruz das Almas e Trapiche. Em Maceió, o transporte de ida e volta possui o valor de apenas R$ 5,00 e as reservas podem ser feitas pelo telefone 3221.8600.

Sobre a Romaria

Em 1988, a CPT e a Arquidiocese de Maceió realizaram, na Serra da Barriga, a primeira Romaria da Terra com o tema “Terra Mãe: Filhos livres”. De lá para cá, os romeiros e as romeiras percorreram diversas cidades até retornar, em 2017, para celebrar os 30 anos no Chão Sagrado, na terra de Zumbi e Dandara.

A inspiração bíblica está na luta dos hebreus que, movidos por Javé e liderados por Moisés, rompem com a escravidão no Egito e saem numa grande romaria rumo a Terra Prometida, aonde corria leite e mel.

A Romaria é o encontro de caminhantes, de homens, mulheres, crianças e idosos que acreditam na mobilização social a partir do evangelho libertador de Jesus Cristo.

Serviço

30ª Romaria da Terra e das Águas
Dias: 4 e 5 de novembro de 2017
Local: Sítio Recanto – Serra da Barriga – União dos Palmares

Programação:
20h: Acolhimento dos romeiros e romeiras no Sítio Recanto
21h15: Mística de Abertura da 30ª Romaria
21h30 – Apresentação de Zé Vicente
23h: Início da celebração
2h30: Apresentação de Zé Pinto
03h30: Início da Caminhada rumo ao Platô da Serra

Mais informações: (82) 9 9127-0153 - Alexsandra Timóteo

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Fiéis fazem caminhada com a Cruz sem males em União dos Palmares



Em preparação para a 30ª Romaria da Terra e das Águas, cerca de 100 pessoas realizaram uma caminhada com a Cruz sem males, em União dos Palmares. A atividade aconteceu no domingo, 15 de outubro, às 7 horas, antes da missa dominical da Paróquia de Santa Maria de Madalena.

A Cruz Sem Males, simbolo da Romaria da Terra, foi carregada por fiéis da Praça Padre Cícero à Igreja Matriz. Entre os presentes, estiverem o padre Alexander Cauchi, da Paróquia Nossa Senhora do Pilar (PB), o monge irmão João Batista, do mosteiro da Serra da Catita, e representantes da Comissão Pastoral da Terra.

O padre George, representante da Paróquia, esteve à frente da caminhada e fez a oração inicial. A atividade foi animada por cânticos e fogos de artifício.

Sobre a 30ª Romaria da Terra

A 30ª Romaria da Terra e das Águas acontece na noite do sábado, dia 4 de novembro, ao amanhecer do domingo, dia 5 de novembro. Comemorando 30 anos de caminhadas, esta edição contará com a presença dos músicos de caminhada Zé Pinto e Zé Vicente e retornará ao chão sagrado da terra da liberdade, na Serra da Barriga, União dos Palmares, onde foi realizada a primeira Romaria em Alagoas.



terça-feira, 10 de outubro de 2017

População maceioense acolheu de braços abertos a 27ª Feira Camponesa



Durante quatro dias, de 4 a 7 de outubro, a 27ª Feira Camponesa transformou a praça da Faculdade em um pedaço do campo no coração de Maceió. Milhares de maceioenses tiveram contato com os cerca de cem camponeses e camponesas que trouxeram do litoral, sertão e região da mata os melhores frutos da cultura e da luta por reforma agrária.

O público presente nesta feira pôde adquirir toneladas de alimentos saudáveis, comercializados diretamente pelo produtor, a preços abaixo do mercado; observar todo o processo de produção de farinha de mandioca e do beiju, em uma casa de Farinha montada na praça; e se deliciar com carneiro, galinha de capoeira e outros pratos regionais no restaurante camponês. Além de trocar experiências e ter contato com o saber campesino durante os dias e também pelas noites, que contaram com a animação de diversas atrações musicais, do calibre de Chau do Pife e Pinóquio do Acordeon.


Para a consumidora e frequentadora assídua das Feiras na Praça da Faculdade, Carla Souza, a presença do povo do campo em Maceió é gratificante. “Eu amo estar na Feira. Me acordei às 6h para estar aqui. Me sinto realizada e plena num lugar deste. É melhor do que passear em um shopping”, disse Carla ainda na manhã do primeiro dia, quando visitou esta edição do evento acompanhada de sua filha.

A Comissão Pastoral da Terra, responsável pela organização, comemorou o sucesso da feira e a receptividade do público. “É muito bonito ver essa praça cheia de gente, alimentos e música de boa qualidade. Tudo isso em perfeita harmonia. A Feira Camponesa vem todos os anos para somar e a população a aguarda sempre, ansiosamente, para comprar alimentos saudáveis, fresquinhos, de procedência e ainda com direito a pechincha”, disse Heloísa Amara, coordenadora da CPT.

A 28ª edição da Feira Camponesa está prevista para junho de 2018.









quarta-feira, 4 de outubro de 2017

27ª Feira Camponesa tem início em Maceió

Abertura oficial contou com a presença de movimentos sociais, representantes do Governo e de sindicatos


A Praça da Faculdade amanheceu nesta quarta-feira, dia 4 de outubro, ocupada por toneladas de alimentos saudáveis. Os frutos da Reforma Agrária chegaram ao coração de Maceió, pelas mãos de mais de 100 camponeses e camponesas organizados pela Comissão Pastoral da Terra.

Dando início a 27ª Feira Camponesa, líderes dos assentamentos e acampamentos, movimentos sociais, sindicatos e representantes do governo marcaram presença na cerimônia de abertura. A atividade celebrou a luta e o trabalho dos povos do campo.

“A feira reafirma a capacidade de ser um instrumento de diálogo entre o campo e a cidade. Ela potencializa os trabalhadores e as trabalhadoras do ponto de vista econômico, social e político. Mostra que a Reforma Agrária é uma política pública capaz de salvar e gerar vidas”, disse Josival Oliveira, representante do MLST, na mesa de abertura.

A representante da Comissão Pastoral da Terra, agrônoma responsável pelo evento, Heloísa Amaral,  saudou os povos do campo e demonstrou para eles a importância de manter-se lutando e produzindo, mesmo diante de tantos ataques dos governos.

“O povo do campo, em feiras como essas, mostra sua força e sua capacidade de continuar gerando vidas e alimentando a cidade. Mas o governo ainda nos trata com muito descaso, não nos dá o que merecemos. Nem por isso vamos desistir. A gente vai continuar lutando, ocupando e produzindo para ter o que comer, alimentar a cidade, comercializar e comprar o que não produzimos”, garantiu Heloísa Amaral.

A mesa de abertura contou com a presentação da CUT, Fetag, Iteral, Incra, MLST, MVT, CIMI, Sindicato dos Urbanitários e do monge João Batista.

Programação

A Feira Camponesa segue suas atividades até às 23h. Além dos alimentos saudáveis, a Feira conta com Restaurante Camponês, Casa de Farinha e atrações culturais. Na noite desta quarta-feira, sobem ao palco o grupo de percussão AfroDendê e a cantora Kel Monalisa.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

CPT realiza 27ª Feira Camponesa na Praça da Faculdade

Evento já começa nesta quarta-feira




De 4 a 7 de outubro, mais de 100 camponeses e camponesas do litoral, sertão e região da mata ocupam o coração de Maceió com alimentos saudáveis, casa de farinha, restaurante camponês, atrações musicais e muito mais.

Realizada na Praça da Faculdade, a 27ª edição da Feira Camponesa terá sua abertura oficial nesta quarta-feira, dia 4, às 8 horas, com um café da manhã regional compartilhado entre os feirantes, apoiadores da luta e a imprensa.

A já tradicional Feira, organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), espera comercializar toneladas de alimentos livres de agrotóxicos, produzidos em assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária.

Macaxeira, abacaxi, banana, laranja, mel, côco, ovos de capoeira, feijão, batata, inhame e hortaliças são alguns dos produtos disponíveis para a população. Além dos alimentos a preços justos, a feira também contará com a Casa de Farinha, que oferecerá beiju e farinha produzidos na hora para o público, e o Restaurante Camponês, que terá em seu cardápio comidas típicas do campo como galinha de capoeira, rabada, sarapatel e buchada.

O evento também contará com programação noturna, sempre a partir da 18h. Na quarta-feira, dia 04, sobem ao palco da Feira Camponesa o grupo Afro Dendê e a cantora Kel Monalisa. Na quinta-feira, dia 05, é a vez do grupo Rogério Dyaz e a Trincheira e o patrimônio vivo da cultura, o mestre Chau do Pife. Já na sexta-feira, dia 06, a festa ficará por conta do grupo Samba da Periferia e do forró de Pinóquio do Acordeon , além da realização do tradicional bingo de um carneiro.

A Feira Camponesa funcionará todos os dias, das 6h até as 23h, com exceção do sábado que se encerá as 14h, e conta com o apoio do Iteral, Governo de Alagoas e Misereor.


Serviço

27ª Feira Camponesa

Data: 4 a 7 de outubro

Horário: Das 6 horas às 22 horas (exceto sábado, quando encerra às 12h)

Local: Praça da Faculdade (Afrânio Jorge), Prado – Maceió.

Programação Noturna:

04 de outubro
Afro Dendê
Kel Monalisa

05 de outubro
Rogério Dyaz e a Trincheira
Chau do Pife

06 de outubro
Samba da Periferia
Bingo de um carneiro
Pinóquio do Acordeon

Maiores informações:


Heloísa Amaral – (82) 9341-4025

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Sem-terras e indígenas participam de Seminário sobre os 200 anos de Alagoas

Evento começa nesta terça-feira, na Fetag



Cerca de 120 indígenas e sem-terras devem participar, a partir desta terça-feira, 26, do Seminário Alagoas 200 anos: latifúndio, cerca e exclusão. O evento acontece até o dia 28, no Centro Social da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag), no bairro da Mangabeiras.

Organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e do Movimento de Libertação dos Sem-Terras (MLST), o seminário se propõe a debater a situação dos excluídos pelo latifúndio. “É um espaço de reflexão sobre o processo histórico que forjou a Alagoas formal. É uma leitura a partir da visão e das lutas dos marginalizados”, disse Carlos Lima, mestre em história e coordenador da CPT/Alagoas.

Dentre os convidados para o evento estão os professores da UFAL Cícero Albuquerque e Sávio Almeida, o professor e compositor Gustavo Gomes e o presidente da Central de Associações da Agricultura Familiar, Geno Vieira. Geno é um dos fundadores do movimento sem-terra em Alagoas e a principal liderança no início dos anos 80, quando liderou as primeiras ocupações de terra no estado.

O evento é coordenador pelos historiadores e militantes do movimento social, Carlos Lima e Josival Oliveira.

Serviço:
Seminário Alagoas 200 anos: latifúndio, cerca e exclusão
Dias: 26, 27 e 28 de setembro
Local: Centro Social da Fetag (Rua Dilermando Reis, 318 - Mangabeiras)

Mais informações: 9 9137-6112 - Carlos Lima

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Feira Camponesa retorna ao bairro do Pinheiro



A Feira Camponesa Itinerante chegou nesta quinta-feira, 21 de setembro, ao bairro do Pinheiro. Pela terceira vez em 2017, uma diversidade de alimentos saudáveis estão sendo comercializados ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga.

Organizada pela Comissão Pastoral da Terra, o evento reúne 26 feirantes até o meio-dia sábado (23).

Os alimentos comercializados são frutos da reforma agrária, cultivados de maneira agroecológica no sertão, litoral e região da mata.

A feira itinerante está funcionando das 6h às 19 horas. O seu primeiro dia foi bastante movimentado e a organização espera que os próximos sejam ainda mais.

"Convidamos todos para vir ao Pinheiro e adquirir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, direto do produtor rural. Hoje muita gente já passou pela feira e estamos de braços abertos para acolher ainda mais gente amanhã", disse Heloísa Amaral, coordenadora da CPT responsável pelo evento.

Serviço
Feira Camponesa Itinerante
Dias: 21 a 23 de setembro
Hora: 6h às 19h (exceto ao sábado, quando encerra às 12h)
Local: Ao lado da Igreja Menino Jesus de Praga - Pinheiro



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Cruz sem Males chega à Quase-paróquia de Nossa Senhora de Lourdes


A Cruz Sem Males chegou nesta quinta-feira, 14 de setembro, à Zona Rural de União dos Palmares. A Quase-Paroquia de Nossa Senhora de Lourdes organizou uma caminhada de 3km, da estrada de acesso ao povoado de Rocha Cavalcante até a Igreja Matriz, para acolher o símbolo da Romaria da Terra e das Águas.

Produzida de forma artesanal e artística pelos monges da Catita, em 2002, a Cruz Sem Males permanece em União dos Palmares até a 30ª Romaria da Terra e das Águas, que ocorrerá nos dias 04 e 05 de novembro, na Serra da Barriga. Com o apoio do padre José Lourenço, a cruz percorrerá todas as comunidades rurais ligadas à Quase-paróquia, onde serão rezados o tríduo em preparação para a Romaria.

Antes da caminhada pelas estradas da zona rural do município, o coordenador da CPT em Alagoas, Carlos Lima, utilizando o texto produzido pelos Monges da Catita, recheado de passagens bíblicas, explicou os elementos talhados na Cruz.

“Nas extremidades das duas hastes, existe uma seta como a indicar uma direção, a da ‘Terra sem Males’. Mas não se pode perder a visão do que está na frente (Fl 3, 13-14), e por isso a seta aponta também para frente. No braço, os elementos decorativos que representam, de um lado, a raça branca, com as linhas curvas, da herança europeia desde as conquistas; Do outro lado, a raça nativa, ameríndia, com suas linhas retas e formas quadrangulares. No braço, na sua parte superior, estão representados motivos afros, próprios da raça negra. As três raças se juntam em Jesus Cristo que disse: ‘Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim’ (Jo 12,32). É com Ele que as três raças partem para conquistar a Terra sem Males”, explicou Lima.

O padre José Lourenço, como anfitrião da Quase-paróquia, realizou ainda antes da caminhada uma motivação orante e concluiu com a oração do Pai- Nosso. Na procissão, a Cruz Sem Males  foi carregadas por diversas comunidades. Os jovens foram os primeiros a carregar a cruz.

Cerca de 300 pessoas participaram das celebrações e caminharam todo o percurso, com bastante animação, cantando e rezando, em direção à Igreja Matriz. Ao chegar no destino, foi celebrada a santa missa e encerrada a programação com a distribuição de cartazes e subsídios da Romaria.    

30ª Romaria da Terra


A edição comemorativa de 30 anos da Romaria da Terra e das Águas está marcada para a noite do sábado, dia 4 de novembro, até o amanhecer do domingo, 5.  São esperados mais dois mil romeiros e romeiras, vindos de diversas partes de Alagoas, além de convidados especiais. Os músicos Zé Pinto e Zé Vicente e o bispo presidente da CPT Nacional, Dom Enemésio Angelo Lazzaris já confirmaram participação.








sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CPT convida população sertaneja para Romaria das Águas, neste sábado



A 8ª Romaria das Águas e da Terra acontece na noite deste sábado (9) até o amanhecer do domingo (10), em Água Branca, sertão alagoano. A concentração está marcada na Igreja Matriz, onde haverá celebração às 22 horas e será dada a benção aos romeiros e às romeiras.

Este ano, a romaria possui o tema “Nos caminhos do sertão: clamando por terra, água e pão” e deve contar com a participação de mais de mil religiosos, camponeses, indígenas, representantes de pastorais e movimentos sociais.

O destino da caminhada, de cerca de 9 km, é o assentamento Todos os Santos, na zona rural do município. Até lá, a romaria pretende realizar três paradas para reflexões, com o tema terra, água e pão.

Para Carlos Lima, coordenador da Pastoral da Terra e um dos organizadores da atividade, a caminhada alimenta a esperança do povo em um mundo novo. “Esse é um ato de fé e resistência, um ato de luta em defesa de direitos, terra, água e vida digna no campo. É o encontro de caminhantes, de homens, mulheres, crianças e idosos, que acreditam na mobilização social a partir do evangelho libertador de Jesus Cristo”, afirmou o representante da CPT.

A 8ª Romaria das Águas e da Terra é uma realização conjunta da Comissão Pastoral da Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e da Diocese de Palmeira dos Índios.

Serviço
8ª Romaria das Águas e da Terra
Dias: 9 e 10 de setembro
Local: Água Branca
Concentração às 20 horas na Igreja Matriz

Mensagem da CNBB aos brasileiros diante das celebrações do dia 7 de setembro

MENSAGEM DA CNBB
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR
O “Grito dos Excluídos” nasceu com o objetivo de responder aos desafios levantados por ocasião da 2ª Semana Social Brasileira, realizada em 1994, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”, e aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade em 1995, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”.
O Grito, realizado no dia 7 de setembro, com suas várias modalidades, é construído com a participação das comunidades cristãs, movimentos, pastorais sociais e organizações da sociedade civil, tem, em 2017, como tema: “Vida em primeiro lugar”, e como lema: “Por direito e democracia, a luta é de todo dia”.
A sociedade brasileira está cada vez mais perplexa, diante da profunda crise ética que tem levado a decisões políticas e econômicas que, tomadas sem a participação da sociedade, implicam em perda de direitos, agravam situações de exclusão e penalizam o povo brasileiro pobre.
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, diante do grave e prolongado momento triste vivido no país, sugere às comunidades que, nesta data, sejam acrescentados dois elementos importantes da espiritualidade cristã, para acompanhar as reflexões e as ações sobre a realidade brasileira: UM DIA DE JEJUM E DE ORAÇÃO PELO BRASIL.
Encorajamos, mais uma vez, as pessoas de boa vontade, particularmente em nossas comunidades, a se mobilizarem pacificamente na defesa da dignidade e dos direitos do povo brasileiro, propondo “a vida em primeiro lugar”.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, acompanhe o povo brasileiro com sua materna intercessão!
Brasília, 31 de agosto de 2017
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo SteinerBispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Movimentos sociais gritam por direitos e democracia



Neste sete de setembro, comemorado como o "Dia da Independência", não só os militares desfilaram na Avenida da Paz, em Alagoas. Diversos manifestantes, ligados a pastorais sociais, sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda, ocuparam o espaço do desfile cívico com palavras-de-ordem “Fora, Temer”, para protestar por direitos e democracia.

A manifestação conhecida como o Grito dos/as Excluídos/as, em sua 23ª edição, reuniu em Maceió cerca de duas mil pessoas, tendo a presença significativa de religiosos, indígenas, movimentos sociais do campo, sindicatos e a juventude.

Os jovens, presentes no ato, deram energia à manifestação e compuseram até uma ala com fantasias e máscaras contra a exclusão social, a violência e as injustiças. A intervenção artística foi preparada nos dias anteriores, durante o 4º Encontro da Juventude Camponesa, na Barra de São Miguel.




Os manifestantes se concentraram na praça Sinimbu, marcharam pela Avenida da Paz e, diante do governador, fizeram cobranças por reforma agrária, pelos direitos indígenas, contra a violência e a privatização.

Para Carlos Lima, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e um dos líderes do movimento, a manifestação foi importante para desmistificar a falsa independência e igualdade social no Brasil e mostrar as demandas do povo pobre e oprimido.

“O Grito é uma reação da sociedade. É uma manifestação organizada por pastorais, movimentos sociais e sindical que denuncia as exclusão social. É um grito das periferias políticas, dos marginalizados”, disse Lima.

Participaram desta manifestação, CPT,  Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas, Pastoral Carcerária, Igreja Batista do Pinheiro, representada pelo pastor Wellington Santos e pastoral Odja Barros, Povo Wassu Cocal, Sindpetro, Levante Popular da Juventude, Sinteal, Sindicato dos Bancários, Frente Brasil Popular, Sindicato dos Urbanitários, Unidade Popular, PCB, PT, entre outros.